Às vezes me sinto uma personagem de livro. Sinto-me também desolada, eufórica, inconsiste, estranha, engraçada e levemente estrábica. Descubro que amigos são passageiros, infelizmente ou felizmente. Sinto-me usada, mas isso é besteira, porque então todo mundo seria usado, já que você sempre se aproxima de uma pessoa por algum interesse, seja por ela ser bonita, inteligente, segue indefinidamente...
Eu já tentei não me importar, o que aconteceu foi que eu falhei. É muito difícil ser sincera, mentir não é fácil também. E para mim é difícil ser agradável, sou ácida demais por isso; não por inveja ou maldade, apenas realidade.
Às vezes sou Blue Van Meer, às vezes Simone de Beuvoir, na maioria das vezes sou Scarllet O'hara.Também sou Cláudia, a vampira presa a um corpo de menina, mas passei um pouco dos vinte. Tenho a extravagância de Lestat. Também sou aquela menina por quem você se apaixonou aos treze, e que aos dezessete você transou e descartou . E, meu amor, sem ressentimento, você tem a minha palavra nisso.
Dá para mudar totalmente em 1 mês? Eu queria muito...
a falha, nesse caso, não depende da nossa vontade. A falha vem da impossibilidade de fazer ser diferente, das pessoas enxergarem diferente. Vem do fato de se gostar, de querer cuidar, de ver o outro crescer, mas quase nunca dá certo.
ResponderExcluirDecepção.
A Lyra é completamente diferente da Natasha, embora seja nesta que aquela se manifestou pela primeira vez, talvez sem saber.
a dor é necessária, assim como o peso. Não se pode esquecer da nossa condição de míseros humanos
você não é passageira. você marca.
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